Por Karyn K. Carraro · 21 ago 2026
AWS e Google Cloud enviaram manifestações formais dentro de uma investigação que o Cade abriu no início do ano pra apurar possíveis infrações da Microsoft na concorrência do mercado de nuvem. A acusação central: regras de licenciamento da Microsoft obrigariam clientes que migram pra nuvens concorrentes a recomprar licenças de software que já tinham adquirido on-premises. Segundo a AWS, um cliente que já tem licença própria e decide ir pro Google Cloud, por exemplo, seria forçado a contratar um SPLA — uma “dupla cobrança” que, segundo as acusações, pode representar até 400% a mais sobre o valor do serviço de nuvem que o cliente efetivamente precisa.
A Microsoft nega irregularidade e classifica como “francamente implausível” a ideia de que suas práticas de licenciamento consigam prejudicar duas empresas do porte de Google e Amazon. A disputa é uma réplica local de uma queixa antitruste que o Google já havia levado à União Europeia contra as mesmas práticas de licenciamento do Azure.
Não é uma briga distante de bastidor corporativo — é o tipo de decisão regulatória que pode reescrever, de cima pra baixo, os termos de licenciamento que chegam até revenda, integrador e MSP no Brasil. Se seu portfólio mistura Azure com AWS ou Google Cloud, vale acompanhar de perto o desfecho no Cade: o resultado tende a virar cláusula de contrato — pra melhor ou pra pior — no seu programa de canal nos próximos meses.
Fontes: Telesíntese · Bloomberg Línea · CNN Brasil — inquérito do Cade
